8.11.09

Ventos de mudanças soprando por aqui!

As vésperas do 2º aniversário do blog Sidnei Moura, os ventos de mudanças na aparência e conteúdo começaram a soprar por aqui! =)

A partir de agora, novidades começarão a fazer parte do dia a dia!

De início, as mudanças se dão no aspecto do visual do blog, que contará também com novas postagens sobre assuntos diversificados, além de gradativamente tornar-se mais funcional. Além disso, estou terminando de preparar a promoção de aniversário do blog, que ao ser lançada, conferirá um presente especial aos participantes.

Portanto, fique ligado: dia 15 a promoção estará online!!!

“Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor”

Seja bem-vindo! Obrigado pela visita!

7.11.09

Pragmatismo religioso - raiz de aberrações

Uma consequência bastante inquietante da negligência do ensino doutrinário a todos que zelam pela ortodoxia e ortopraxia cristãs é o surgimento de aberrações espirituais.

Nos dias de hoje, os pastores devem tornar-se "clínicos gerais" e ou verdadeiros pais espirituais, preparados para as demandas que o presente século impõe, ainda mais porque vivemos tempos de vertiginosa aceleração da escalada e distribuição de conhecimentos e inevitáveis distorções destes.

Há uma síndrome de especialização em andamento, fazendo surgir "igrejas do louvor", "igrejas do amor", "igrejas da família", "igrejas dos milagres” e assim por diante. Tal especialização já vai se introduzindo nos cultos, ao ponto de adaptar o serviço oferecido na igreja ao "público consumidor", com horários e programações especializadas. Por exemplo: culto de libertação, culto de louvor, culto da família, culto da prosperidade, sessão de descarrego etc.

É um equívoco pensar em marketing para o verdadeiro Evangelho, uma vez que a ambição do homem sem Deus é frontalmente oposta aos requisitos de uma vida espiritual. Não há como atrair de modo honesto o pecador à doutrina cristã para sua salvação, a não ser que este seja alcançado pela graça de Deus que acompanha a verdadeira proclamação da pecaminosidade do pecado no homem e do poder de Cristo para livrá-lo.

O verdadeiro doutrinador não está preocupado se o seu auditório sente-se confortável com a Palavra que há de ensinar. Pelo contrário, está desejoso que os seus ouvintes voltem para seus lares inconformados com uma maneira de viver sem Deus, sem paz e sem salvação. O verdadeiro doutrinador prega a Cristo e este crucificado.

O surgimento de doutrinas falsas é um sinal dos tempos, conforme Mateus 24.11; 1Timóteo 4.1 e 2 Pedro 2.1. Os modismos que se proliferam defendem o pragmatismo com relativo sucesso, pois nele o que conta são os fins sem qualquer critério para os meios, como vemos no caso da Teologia da Prosperidade, que coloca Deus a serviço do homem e não exatamente o oposto; da regressão interior para resolver a maldição hereditária, anulando a morte viçaria de Cristo como único e definitivo remédio para o pe¬cador e seus pecados, sejam eles do passado, do presente ou futuros; do cair no Espírito, como forma grotesca de impor uma espiritualidade exibicionista, que chama mais a atenção para o condutor da liturgia do que para o Senhor do culto; da chamada guerra espiritual, cujos defensores sugerem até mapeamento dos lugares celestiais.

Outros vivem de "amarrar" demônios, além de estabelecer um verdadeiro festival de deboche, propondo sem qualquer pudor diálogos com demônios para deslumbramento de seus auditórios, repletos de incautos e desconhecedores dos ardis de Satanás. Estes se esquecem da advertência de 2 Coríntios 2.11.

Há ainda o culto aos anjos, uma modalidade tão antiga quanto o próprio nascimento da Igreja, pois desta espécie de culto o apóstolo Paulo nos advertiu em Colossenses 2.18. Em algumas igrejas, já há cadeira reservada para anjos e, como se não bastasse, são-lhes prestadas reverências e homenagens. Parece que o misticismo chegou com grande força entristecendo os verdadeiros fiéis, que não aceitam outro evangelho, ainda que um anjo do céu viesse anunciá-lo. Não queremos compartilhar deste anátema (Gl 1.8). Nosso Senhor é Todo-suficiente.

Paulo adverte em Colossenses 2.8-10: "Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. “E estais perfeitos nEle, que é a cabeça de todo principado e potestade”. Se estamos em Cristo, permaneçamos na Palavra.

Revista Resposta Fiel

3.11.09

São Carlos/SP - 152 anos!!!



Dia 4 de novembro São Carlos estará completando 152 anos. São 152 anos de qualidade de vida, desenvolvimento e tecnologia.
Confira no link abaixo a programação dos eventos de comemoração e história dos 152 anos de São Carlos!

1.11.09

Finados em evidência - a aberração da dedicação aos mortos



O dia de finados, celebrado pela Igreja Católica Romana é heresia, uma aberração à doutrina bíblica. Ela tem origem pagã e diverge radicalmente do ensino da Palavra de Deus.

O dia de finados teve origem entre os clérigos romanos no início da paganização do cristianismo, institucionalizada na Igreja Católica Romana. Antes mesmo de o dia de finados ser criado, o culto aos mortos já existia no mundo pagão, e quando começou a ser praticado inicialmente de forma sutil e depois mais abertamente pela Igreja Católica Romana, sofreu a crítica de um pequeno grupo de cristãos da época, centrados no ensino da Palavra de Deus, e que foram rechaçados pelos líderes de Roma. Posteriormente, essa prática herética só aumentou.

Na época carolíngia, que compreende os séculos 9 e 10 d.C., surgiu o registro dos vivos mortos a serem lembrados nas missas, como ocorre ainda hoje em toda Igreja Católica Romana, tomando o lugar dos antigos dípticos, tabuinhas de cera onde figuravam os nomes dos doadores de oferendas. Esses registros eram chamados de librí vitae (livros da vida) e incluíam os vivos e os mortos.

Não muito tempo depois de criados esses registros, os mortos foram separados dos vivos nessas listas. Já no 7° século, na Irlanda, passou-se a escrever os nomes dos mortos em rolos que eram lidos nos monastérios e igrejas. Essa tradição deu origem às necrologias, lidas nos ofícios católicos romanos, e aos obituários que lembravam as obras dos defuntos nas datas em que completavam aniversário de falecimento. Os librí memorialis, como eram conhecidos, na época carolíngia continham de 15 mil a 40 mil nomes a serem lembrados. As necrologias da Abadia de Cluny, na França, faziam menção a 40 ou 50 nomes de defuntos por dia.

No 11° século, exatamente entre 1024 e 1033 d.C,, Cluny instituiu a comemoração dos mortos em 2 de novembro, estabelecendo a conexão deste dia com o chamado dia de todos os santos. O dia de todos os santos foi criado pela Igreja Católica Romana em 835 d.C. e comemorado no dia 1° de novembro em honra aos mortos, mas foi o abade beneditiano Odílio (962-1049 d.C.), de Cluny, que modificou e substituiu o tal dia pelo de finados, que seria um dia reservado às orações pelas almas no purgatório. O dia de finados começou a ser aceito por Roma em 998 d.C., junta- mente com a celebração do dia de todas as almas, e foi oficializado no início do século 11, sendo cristianizado já no século 20.

É interessante notar que o dia de todos os santos, de onde tudo começou, foi copiado dos cultos pagãos dos celtas e dos gaulenses. A festa dos espíritos era celebrada pelos celtas em 1° de novembro. Nessa data os celtas ofereciam sacrifícios para libertar os espíritos que eram aprisionados por Samhain, o príncipe das trevas. O império romano também absorveu o dia de pomona, dos gaulenses, transformando as duas festas em uma só. Posteriormente, a Igreja Católica Romana tomou a data para celebração do dia de todas as almas, absorvendo a crendice dos pagãos.

Em 1439, quando Roma bateu o martelo decisivamente pró doutrina do purgatório, o dia de finados foi fortalecido, sendo confirmado definitivamente com o Concilio de Trento, no século 16, que inseriu na Bíblia católica romana os livros apócrifos. É no livro apócrifo de 2 Macabeus que se baseia o culto aos mortos, promovido por Roma todo mês de novembro.

Os católicos romanos alegam que Judas realizou sacrifício pelos mortos no livro de Macabeus (2 Macabeus 12.44-45), mas não podemos de forma alguma tomar este livro como sendo parte das Escrituras Sagradas. O autor de Macabeus, ao final do livro, pede desculpas por al- gum erro que possa ter cometido. Se fosse um livro inspirado por Deus, o Senhor precisaria pedir perdão por alguma coisa? Veja o que o epílogo do livro de Macabeus afirma: "Finalizarei aqui a minha narração. Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este o meu desejo; se ela está imperfeita e medíocre, é que não pude fazer melhor". 2 Macabeus 15.38.

As pessoas às vezes preferem acreditar mais em tradições humanas e experiências pessoais do que procurar estudar a Bíblia para verificar o que ela realmente fala a respeito do assunto. Não há base, em nenhum trecho das Sagradas Escrituras, para o purgatório. Não se deve orar pelos mortos porque a Bíblia diz que, depois da morte, segue-se o juízo (Hb. 9.27).

Veja o absurdo ensinado pelos romanistas ao falarem do purgatório: "Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna, e que nenhuma punição fica para ser paga, ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino ser aberto, seja anátema" (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão de Fé, Seção VI, papa Pio IV).

Como se pode ver, a doutrina do purgatório simplesmente menospreza a obra expiatória e vicária de Cristo na cruz do Calvário, quando a Bíblia diz que o que Jesus fez é definitivo. Se alguém está em Cristo, nenhuma condenação há (Rm 8.1), há completo livramento do juízo vindouro (Jo 5.24). Como, então, ensinar que Deus queima seus filhos no purgatório para satisfazer à sua justiça já satisfeita pelo sacrifício de Cristo, ou mesmo para satisfazer a si mesmo, como se o que Cristo fez não fosse suficiente? Como Deus pode purgar pecados já expiados? Além disso, teria o papa mais poderes que Jesus, já que Roma ensina que Jesus, que do Céu intercede pelos pecadores, vê-se impossibilitado de livrar as almas que estão no purgatório, e só o papa possui a chave daquele cárcere?

O atual estado dos salvos mortos está claro em Lucas 23.43 e Apocalipse 14.13: é o Paraíso. O estado dos que morrem sem Jesus também é claro nas Escrituras (Lc 16.19-31 e Hb 9.27). Portanto, orar por quem já morreu é tolice. Não adianta. É antibíblico e inócuo. O dia de finados não se sustenta, porque ele é uma mera tradição religiosa, nada mais que isso. É uma invenção religiosa, bem explorada pelo comércio e pela Igreja Católica Romana. Uma farsa, como qualquer outra.

31.10.09

O mistério de Deus, a Igreja – a atuação do dinamismo divino pela Reforma Protestante

Na carta de Paulo aos cristãos em Éfeso, ao dirigir recomendações específicas de como viverem a sua vida de fé dentro dos parâmetros da vontade de Deus no contexto familiar, Paulo comparou mulher e marido ao que depois referiu-se como mistério: a igreja de Cristo. De acordo com o apóstolo, as mulheres deveriam sujeitar-se aos seus maridos no Senhor assim como a igreja está sujeita à cabeça da igreja – o Senhor Jesus Cristo.

Embora o próprio apóstolo reconheça que de certa forma a igreja constitui-se num profundo mistério, foi categórico em outras ocasiões ao afirmar que o grande mistério de Deus havia sido revelado através do sacrifício de Cristo na cruz. Em Colossensses 1:26, Paulo refere-se a igreja como “mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e que agora foi manifesto” com um único propósito: congregar em Cristo todas as coisas (Efésios 1:10). Assim, como propõe o próprio termo “igreja” o propósito de Deus gira em torno do alcance de cada ser humano com a mensagem do evangelho.

Mas, o que é mesmo “igreja”?

“Edificarei a minha igreja”. Esta é a primeira entre as mais de cem referências no Novo Testamento que empregam a palavra grega primária para “igreja”: ekklêsia, composta com a preposição ek (“fora de”) e o verbo kaleõ (“chamar”). Logo, ekklêsia denotava originalmente um grupo de cidadãos chamados e reunidos, visando um propósito específico. O termo é conhecido desde o século V a.C., nos escritos de Heródoto, Xenofontes, Platão e Eurípides. Este conceito de ekklêsia prevalecia especialmente na capital, Atenas, onde os líderes políticos eram convocados como assembléia constituinte até quarenta vezes por ano. O uso secular do termo também aparece no Novo Testamento. Em Atos 19.32,41, por exemplo, ekklêsia refere-se à turba enfurecida de cidadãos que se reuniu em Éfeso para protestar contra os efeitos do ministério de Paulo.

Na maioria das vezes, porém, o termo tem uma aplicação mais sagrada e refere-se àqueles que Deus tem chamado para fora do pecado e para dentro da comunhão do seu Filho, Jesus Cristo, e que se tornaram “concidadãos dos santos e da família de Deus” (Ef 2.19). Ekklêsia é sempre empregada às pessoas e também identifica as reuniões destas para adorar e servir ao Senhor. Hoje, “igreja” comporta vários significados. Refere-se frequentemente ao prédio onde os crentes se reúnem (por exemplo: “Estamos indo à igreja”). Pode indicar a nossa comunhão local ou denominação (“Minha igreja ensina o batismo por imersão”) ou um grupo religioso regional ou nacional (“a igreja do Brasil”). A palavra é empregada frequentemente com referência a todos os crentes nascidos de novo, independentemente de suas diferenças geográficas e culturais (“a Igreja do Senhor Jesus Cristo”). Mas seja como for, o significado bíblico de “igreja” refere-se primariamente não às instituições e culturas, mas sim às pessoas reconciliadas com Deus mediante a obra salvífica de Cristo e que agora pertencem a Ele.

Como obra do próprio Cristo, fundada e sustentada por Ele, a igreja como instituição divina caracteriza-se por sua perfeição como corpo de Cristo, e, portanto, universal. Pessoas de todas as etnias, línguas e nações são conclamados pelo próprio Cristo a integrar-se a ela e através de seu sacrifício, a fim de obter comunhão com Deus e com os demais cristãos. Nesse aspecto, a igreja de Cristo é o ajuntamento de todos os cristãos em qualquer parte do mundo em que eles estejam presentes, independente do ramo denominacional e cultural em que estejam inseridos.

Embora seja uma instituição divina perfeita, o corpo de Cristo na terra possui sua dimensão humana, que se manifesta através do que chamamos de igreja local – uma expressão da instituição divina, que embora possua suas características peculiares de acordo com o ramo denominacional e até cultural nas mais diversas regiões e povoados em todo o mundo, está ligado aos demais como igreja universal e como corpo místico de Cristo na terra, e como tal, precisa estar debaixo dos princípios apresentados na palavra de Deus a fim de que vivam de acordo com sua soberana vontade.

Assim, de acordo com a palavra de Deus, podemos inferir que cada cristão em perfeita comunhão com Cristo e com os demais cristãos, individualmente é um membro no corpo de Cristo, e que a igreja local como expressão da igreja universal devidamente organizada deve trabalhar arduamente pela evangelização dos não alcançados, prezar pelo ensino sistemático da palavra de Deus e promover comunhão e congraçamento do povo de Deus, mantendo assim a sua identidade de igreja autêntica.

O formalismo exacerbado e os caminhos da institucionalização humana sem Deus

Durante a era patrística (o período antigo dos pais da Igreja e dos apologistas da fé), a Igreja experimentou dificuldades externas e internas. Externamente, sofria perseguições severas pelo Império Romano, especialmente durante os trezentos anos iniciais. Ao mesmo tempo, dentro da Igreja desenvolviam-se numerosas heresias, que a longo prazo revelaram-se mais desastrosas que as perseguições.

A Igreja, pela graça soberana de Deus, sobreviveu as esses tempos árduos e continuou crescendo, mas não sem algumas mudanças de consequências negativas. No esforço para manter a união, a fim de melhor resistir as devassas causadas pelas perseguições e heresias, a Igreja cada vez mais cerrava fileiras com os seus líderes, elevando a autoridade destes. Especialmente depois de conseguirem a paz e a harmonia política com o governo romano do século IV, a hierarquia religiosa foi subindo de categoria.

À medida que era aumentada a autoridade e o controle dos clérigos (especialmente dos bispos), diminuía a importância e a participação dos leigos. Dessa maneira, a Igreja se tornava cada vez mais institucionalizada e menos dependente do poder e orientação do Espírito Santo. O poder do bispo de Roma e da Igreja sob seu controle foi crescendo, de modo que, próximo do fim da Era Antiga, a posição de papa e a autoridade da organização, que começava a ser chamada Igreja Católica Apostólica Romana, se solidificaram na Europa Ocidental. A igreja ocidental, no entanto, separou-se e permaneceu sob a direção de bispos chamados “patriarcas”.

Durante a Idade Média, a igreja cristã continuou trilhando os caminhos da institucionalidade, o que a levou a um formalismo exacerbado e sem vida, distanciando-se cada vez mais da orientação divina conforme as escrituras. No propósito de tentar “espiritualizar” esse novo momento da história da igreja, os papas passaram a exercer a sua autoridade tanto no campo eclesiástico como em assuntos temporais, pois de acordo com os “vigários de Cristo” o reino de Deus havia de fato se instalado sobre a Terra, e era missão da igreja como instituição influenciar a sociedade e alcançar todas as pessoas, o que automaticamente a levou a legislar sobre todas as áreas da vida dos fiéis.

O despertar da igreja na Reforma – o dinamismo do “mistério” revelado

É certo que nem todos aceitaram a crescente secularização da Igreja e sua aspiração de cristianizar o mundo. Houve algumas tentativas notáveis de reformar a Igreja, na Idade Média, e de recolocá-la no caminho da verdadeira espiritualidade. Vários movimentos monásticos (por exemplo, os cluníacos do século X e os franciscanos do século XIII) e até mesmo leigos (os albigenses e os valdenses, ambos do século XII) fizeram esforços nesse sentido. Figuras de destaque, como os místicos Bernardo de Clarival (século XII) e Catarina de Siena (século XIV) e clérigos católicos, como John Wycliffe (século XIV) e João Hus (final do século XIV, início do século XV) procuravam livrar a Igreja Católica de seus vícios e corrupção e devolvê-la aos padrões e princípios da Igreja do Novo Testamento.

A Igreja de Roma, no entanto, rejeitava de modo geral essas tentativas de reforma. Ao contrário, tornava-se cada vez mais endurecida na doutrina e institucionalizada na tradição. Semelhante atitude tornou quase inevitável a Reforma Protestante por Martinho Lutero em 31 de outubro de 1517 e outros colaboradores, que embora discordantes em pontos diversos da interpretação das escrituras, tinham um único propósito e objetivo: encaminhar a igreja a uma profunda reforma espiritual, onde os valores bíblicos e divinos estivessem acima de interesses e ideais humanos e corruptos.

Na era pós reforma, os indivíduos e instituições acabaram por seguir caminhos diferenciados de acordo com a interpretação que cada movimento adotou durante a reforma, e infelizmente muitos deles acabaram por repetir os erros do passado prejudicando a saúde espiritual de muitos fiéis. No entanto, novos movimentos ortodoxos voltaram a fazer a diferença como prova de que as palavras de Jesus de que nem mesmo as portas do inferno triunfariam sobre sua igreja são de fato dignas de aceitação, o que não exclui a necessidade de uma reforma ainda mais profunda em nossos dias, começando nos indivíduos e refletindo nas comunidades e organizações, a fim de que a palavra de Deus tenha primazia sobre as direções, praticas e propósitos da igreja na terra. De fato, a igreja como mistério de Deus revelado em Cristo, trata-se da instituição mais dinâmica que já se conheceu, pois possui como seu sustentador o próprio Cristo.

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